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Jornal de Domingo

Sucesso, poder, fama e glória

23/01/2012 - Enviado por Ivan Postigo

Todo tipo de trabalho, dos bens de consumo à arte, para continuidade, é necessário que tenha sucesso. Sem sucesso, sem lucro, sem retorno financeiro,  não é possível dar prosseguimento.

Há alguns anos, vi uma matéria sobre uma ordem religiosa católica, onde a irmãs são especialistas em aplicações na bolsa de valores, e obtêm excelentes lucros. Quando questionadas se aquilo era correto, a resposta foi imediata: - É dessa forma que conseguimos manter e dar uma boa educação às nossas crianças. 

Trabalhamos e esperamos ter sucesso para melhorar nosso padrão de vida, realizar sonhos materiais e também ter satisfação pessoal. Afinal, a aceitação e os aplausos também fazem parte das expectativas dos seres humanos. 

Uma peça de teatro sem aplausos, não terá vida longa. Sem retorno financeiro, sua existência será breve e os atores terão dificuldades para se manter. 

Fazer esse raciocínio com uma empresa fica mais fácil, afinal, quem não viu o fim de uma organização? 

Sem sucesso, o empreendimento simplesmente acaba, com ele se vão os empregos e vêm as dificuldades das famílias. 

Sucesso, quando significativo, possibilita aos empreendedores expandirem seus negócios, com isso aumentam as possibilidades de ação e a razão para que tomem determinadas medidas. Permite agir de acordo com regras que eles mesmos estabeleceram, e, ainda, alcançam o direito à delegação. 

Isto, em resumo, é poder, respeitando-se os limites da lei e da boa convivência. 

Sucesso e poder nem sempre atendem as necessidades pessoais, pois muitos precisam de reconhecimento individualizado. 

Há uma frase para os trabalhos em grupo, que destaca esse conceito, que diz: “O erro é coletivo, mas o acerto individual. Nós erramos, mas eu acertei”. 

Quem não se contenta com sucesso e poder, busca notoriedade. Por suas ações ou por ações coletivas, que toma para si como forma de ter renome ou fama. 

Na vida empresarial, esse tipo de comportamento gera dissabores e conflitos, uma vez que estão no palco atitudes, comportamentos e sentimentos de todo o grupo. 

“Noventa e nove por cento dos resultados obtidos numa empresa são frutos de progressivos ajustes e colaborações coletivas, seja nas suas criações, nas suas realizações, nos seus aperfeiçoamentos, na sua difusão, assim como na sua aplicação”- diz Domenico de Massi. 

Não é difícil para quem teve sucesso, galgou os degraus do poder e obteve fama, acreditar que esse estado seja eterno. Não fosse assim, as pessoas seriam mais parcimoniosas. 

Há pouco tempo, lendo sobre a vida das abelhas, vi um texto que dizia: “Uma boa colméia consome dezoito quilos de mel numa temporada, contudo produz quarenta”. Uma boa receita para garantir sobressaltos e temporadas difíceis, não é verdade? 

A expectativa do ser humano não se encerra com a fama, há um degrau com brilho, esplendor, que pode ser atingido: “A glória”. 

Que tal ter sucesso, poder, fama, e, ainda, ter a glória de ser reconhecido por feitos extraordinários? 

Nessa escalada, há um detalhe que, se esquecido, pode colocar tudo a perder: a continuidade do sucesso. 

Dizem os artistas da música, com muita propriedade, fazer o primeiro sucesso é difícil, agora, o segundo, aí sim as coisas se complicam! 

Para as empresas, a situação não se restringe ao primeiro ou ao segundo, mas a sucesso sempre, ainda que poder, fama e glória não lhes sejam atribuídos.

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